Terapia da Fala nas férias: qual o melhor horário para manter as sessões?
- Blog
As férias são, para muitas famílias e indivíduos, um tempo de pausa nas rotinas e de recarregar energias. No entanto, quando falamos de Terapia da Fala, é fundamental garantir alguma continuidade no acompanhamento, de forma a preservar os progressos já alcançados.
Uma dúvida comum nesta altura do ano é: qual o melhor horário para manter as sessões durante as férias? A resposta depende de cada caso e da faixa etária, mas há fatores que podem ajudar a tomar essa decisão de forma consciente e eficaz.
1. Respeitar os ritmos naturais de cada pessoa
Durante as férias, os horários tendem a ser mais flexíveis, por isso, é importante identificar os momentos do dia em que a pessoa está mais desperta, concentrada e recetiva.
No caso das crianças, evitar períodos logo após as refeições ou ao final do dia, quando o cansaço é maior. Nos adultos, o ideal será escolher horários que se adaptem ao seu bem-estar físico e mental, seja de manhã, ao início da tarde ou noutro momento em que se sinta com mais energia.
2. Aproveitar a flexibilidade do período de férias
Sem a pressão da escola ou do trabalho, há mais liberdade para marcar sessões em horários mais convenientes e tranquilos. Isso permite, por exemplo, agendar sessões a meio da manhã ou início da tarde, momentos em que geralmente há maior foco e disponibilidade.
Além disso, esta flexibilidade pode facilitar o aumento temporário da frequência das sessões ou a experimentação do modelo online, que se pode ajustar à realidade de cada um.
3. Manter uma rotina minimamente estruturada
Mesmo em tempo de descanso, manter alguma regularidade na terapia é benéfico. Sessões marcadas em dias e horários consistentes ajudam a reforçar a continuidade do trabalho terapêutico, evitando interrupções prolongadas que podem afetar o progresso.
4. Adaptar o horário à realidade de cada família ou indivíduo
Algumas famílias aproveitam as férias para viajar, outras mantêm-se na rotina habitual. O mesmo acontece com adultos que, mesmo em férias, podem ter compromissos pessoais. É importante encontrar um equilíbrio para que a terapia seja mantida sem causar stresse. Sessões mais curtas, horários alternativos ou o formato online podem ser ótimas alternativas para continuar o acompanhamento de forma leve e eficaz.
5. Sessões online: uma alternativa prática e eficaz
Quer esteja fora da sua zona de residência, quer prefira evitar deslocações, a Terapia da Fala Online tem-se revelado uma opção segura, cómoda e com excelentes resultados. O importante é garantir um ambiente calmo, com boa ligação à internet e o mínimo de distrações. É também importante que o terapeuta identifique se o caso em específico pode beneficiar de sessões online e se se adapta à patologia.
Porquê manter a terapia nas férias?
Seja em crianças ou adultos, a interrupção prolongada da terapia pode levar a alguma perda de competências já adquiridas.
A continuidade, mesmo adaptada ao ritmo das férias, permite consolidar o que foi trabalhado e manter a motivação para novos progressos.
Mais do que manter uma rotina rígida, trata-se de preservar a evolução terapêutica de forma leve, consistente e adequada ao momento de cada um.
O melhor horário é aquele que respeita o ritmo, a disponibilidade e a realidade de cada pessoa. Não há um único horário certo. O essencial é que a terapia continue a ser vivida como uma experiência positiva, produtiva e ajustada à realidade, neste caso das férias.
Na Fisiolar, estamos disponíveis para ajudar a planear a continuidade da Terapia da Fala com flexibilidade, proximidade e personalização.
Fale connosco e encontre, em conjunto com o seu terapeuta, a solução ideal para que o acompanhamento continue, mesmo em tempo de descanso.
Tatiana Filipa Lopes Freitas
Terapeuta da Fala da Fisiolar, licenciada pela Escola de Saúde de Alcoitão e Pós-Graduada em Motricidade Orofacial pelo Instituto Ensino Profissional Avançado e Pós-Graduado. Trabalha com adultos e crianças com perturbações em diferentes áreas de intervenção: comunicação, linguagem oral e escrita, fala, motricidade orofacial e deglutição.