Programa de Intervenção Multidisciplinar para o Tratamento da Disfagia – A experiência da D. Idalina
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A D. Idalina, no seguimento de um AVC, necessitava de ajuda ao nível da fala e da deglutição. Como solução encontraram o novo programa híbrido da Fisiolar para o tratamento da Disfagia – “Alimentação Segura”.
Leia o testemunho da sua filha Ana e fique a conhecer as vantagens deste programa.
Como conheceu a Fisiolar?
Conheci a Fisiolar por uma questão de necessidade. A minha mãe teve um AVC e estava à procura de algo para a ajudar na questão da fala. Procurei na internet e encontrei a Fisiolar com uma solução que me pareceu interessante.
Na altura tinha falado com a terapeuta que estava a acompanhar a minha mãe na motricidade e também ela achou interessante. A Fisiolar apresentava um serviço que ajudava a conciliar a minha agenda com as necessidades da minha mãe.
Porque optou por experimentar o Programa Alimentação Segura da Fisiolar?
A necessidade que a minha mãe apresentava tinha a ver com a parte da fala e da deglutição e o Programa Alimentação Segura da Fisiolar ia ao encontro das necessidades dela. O facto de apresentarem um serviço que era prestado atempadamente, no qual se conseguia conciliar a melhoria e os resultados da mãe e que ao mesmo tempo era confortável para mim, em termos de agenda, mas também para ela. Estávamos em Janeiro e os hospitais estavam muito cheios e o facto da Fisiolar se deslocar a casa para o acompanhamento, foi algo bastante apelativo.
Gostou do programa e do seu formato híbrido?
Em termos do formato, sim.
Penso que se adaptou de uma forma muito positiva às necessidades que existiam.
O facto de a enfermeira estar presente para mostrar fisicamente alguma manipulação, algum movimento, que a minha mãe só assistindo na videoconsulta com a terapeuta da fala poderia não ter essa sensibilidade.
Por outro lado, o facto de ser online. Acho que no online somos muito mais pontuais, não temos o problema do trânsito e permite-nos fazer economias de escala.
De uma forma geral, o facto de ser híbrido e depois a intervenção de outras valências, ao nível da nutrição e da psicologia, acho que é um pacote bastante interessante e útil.
O que achou do processo de atendimento e marcação e do acompanhamento que foi disponibilizado pela equipa da Fisiolar ao longo do tratamento?
Recordo-me que houve apenas uma situação, em que vocês estavam a mudar a plataforma para outra estrutura mas eu falei convosco telefonicamente e vocês muito pontualmente ajudaram a ultrapassar a questão. A verdade é que questões técnicas podem surgir em qualquer momento.
Ao nível da parte técnica em si, correu muito bem.
Com o tratamento, quais foram as principais melhorias que sentiu na sua mãe?
Notei melhorias gradualmente tanto na parte física quanto psicológica.
Ao longo do tempo, a minha mãe foi ganhando ferramentas e eu ia trabalhando também com ela.
Na parte física, a voz dela começou a ficar clara, deixou de arrastar algumas letras e alguns sons. Por outro lado, a parte psicológica, a minha mãe percebeu que tinha ferramentas para em caso de engasgo saber como agir, ou seja, saber que se algo acontecer tem ferramentas a que pode recorrer, para a confiança dela, a parte psicológica também foi muito importante.
Estas estratégias acabam também por dar outro tipo de segurança porque ela nunca tinha passado por uma situação destas e a questão que se coloca é “Então e agora? O que é que se faz?”.
A terapeuta foi sempre, ao longo do tempo, passando, aferindo e ajustando às necessidades que estavam a acontecer no momento e isso foi muito útil e continua a ser.
Que fatores acha que contribuíram para o sucesso do tratamento?
Acima de tudo, a experiência que os terapeutas que estiveram envolvidos demonstraram e a segurança que passaram. O facto de tentarem sempre ajustar o tratamento às situações é fundamental porque cada caso é um caso e dentro do próprio caso há momentos que vão mudando e vai se sentindo mais necessidade numa coisa ou noutra.
Pareceu-me muito importante a forma como as terapeutas envolvidas foram acompanhando o processo e o foram ajustando às necessidades existentes.
Sentiu dificuldades ao longo do tratamento?
Não senti dificuldades, nem a nível técnico, nem a mãe se sentiu desconfortável.
Foi tudo muito fluido, correu tudo muito bem.
Recomendaria o serviço da Fisiolar?
Sim recomendaria, aliás conheço pessoas que trabalham na área da fisioterapia e fui falando dos vossos serviços precisamente porque se alguém tiver necessidade, para complementar o trabalho que fazem, sem dúvida que a Fisiolar é uma referência.
Assista ao vídeo do testemunho da Sra. Ana aqui.
Tatiana Filipa Lopes Freitas
Terapeuta da Fala da Fisiolar, licenciada pela Escola de Saúde de Alcoitão e Pós-Graduada em Motricidade Orofacial pelo Instituto Ensino Profissional Avançado e Pós-Graduado. Trabalha com adultos e crianças com perturbações em diferentes áreas de intervenção: comunicação, linguagem oral e escrita, fala, motricidade orofacial e deglutição.