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Produzir nas férias?

Sexta-feira, 12 Agosto, 2022

Já deu por si em casa, a tentar relaxar e a pensar no que tem por fazer? Isto pode ser um sinal de que estamos a preparar algo ou de não conseguirmos parar. Já ouviu dizer que para se ter é preciso merecer, ou talvez se recorde de ouvir em canções conhecidas que é demasiado bom para nos acontecer. Mas será que é necessário produzir nas férias?

Nos sentimentos e relações, podemos ter dificuldade em ver o nosso valor, em reconhecermos as nossas qualidades, mas não termos essa dificuldade com os outros. Se lhe perguntar três qualidades em si, pode demorar um pouco a ir além do “sou simpático”. Se lhe perguntar duas qualidades no seu companheiro(a), marido ou mulher, pode sentir menos dificuldade.

Claro que isto serve para ambos os lados. Se lhe perguntar por aspetos menos bons, pode dizer três em si sem dificuldade e ter de pensar um pouco sobre os outros.

Estará a questionar-se: “o que tem a opinião que tenho de mim próprio a ver com o que acho do meu trabalho?” Tal como quando nos acontecem coisas boas, podemos achar que não merecemos, que está para vir algo mau à esquina. Pode sentir que precisa de dar provas que se esforça para manter o seu trabalho. Tal como na agricultura, é preciso regar e cuidar da terra para se poder colher mais tarde. 

Ainda assim, o que acha que acontece com o seu corpo com trabalho sem parar?

Os horários de trabalho existem para ajudar a ter tanto uma vida profissional como uma vida pessoal, com pausas para libertar o stresse e a pressão acumulados ao longo do dia.

Ajudam a ter um sentido de organização mental: se pensar que das 9h às 17h estou ali, tenho menos horas a planear até me deitar.

Esta organização fica ameaçada em tempo de férias. O período tão esperado ao longo do ano depressa pode virar motivo de stresse e de confusão mental, por não conseguir aproveitar o descanso, seja por imprevistos ou até por ter passatempos e não conseguir dedicar-se a eles como queria.

O que nos leva a querer produzir nas férias?

Na nossa vida pessoal temos prioridades e convém definir um prazo para as realizar, o que também se deve aplicar durante as férias.

Pode-lhe parecer estranho, mas nem o Super-Homem vence sempre tudo… Quando as batalhas são travadas com o nosso corpo levado ao limite, este começa a dar sinais cada vez mais claros de que algo não está bem. Se ignorarmos os sinais, estes acabam por piorar e podem resultar em esgotamentos. Daí as férias serem parte importante, e exigida por lei, para permitir que recarregue baterias. Mesmo que as férias não ocorram como planeado ou até mesmo se trabalhar para si próprio, não deixam de ser importantes.

Custa-lhe saber quem é sem ser a trabalhar? Pode sentir que precisa de trabalhar quando os outros descansam… Se a vida se resume a quem é quando está no trabalho, as outras áreas podem ressentir-se. Alguma vez lhe disseram que era viciado no trabalho? Que já não via a sua família há muito, que só fala de trabalho quando está em casa ou na rua? Que já não parece o mesmo e está com um ar cansado? Podemos sacrificar-nos por um objetivo mas é fundamental perceber que é temporário. Uma pilha quando chega ao fim, começa a falhar e fica com energia intermitente, certo? Connosco é igual.

Deixo esta reflexão, até ao próximo artigo: Férias são oportunidades para se reorganizar e perceber onde pode melhorar na gestão do seu tempo, em que seja porque olhamos para um problema com olhos frescos.

Até lá conto consigo com uma mão no coração e um pé preparado para a ação.
	 Lúcia Vanessa Craveiro Menezes Pereira Tavora

Lúcia Vanessa Craveiro Menezes Pereira Tavora

Psicóloga Clínica e da Saúde na Fisiolar, Neuropsicóloga, Fundadora The Pineapple Mind, Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde pela Universidade Fernando Pessoa (2020), Pós Graduação em Neuropsicologia Clínica.

Porquê deslocar-se, se vamos ter consigo?

Uma experiência verdadeiramente conveniente e diferenciadora.
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