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A problemática das quedas na população idosa

A população idosa tem problemas e necessidades específicas e sabe-se que as quedas são um problema comum e sério nesta população, uma vez que estão associadas elevados níveis de mortalidade, morbilidade, hospitalizações, institucionalizações precoces e ainda à diminuição das capacidades funcionais e da realização de actividades da vida diária (American Geratrics Society et al, 2001).

Diversos estudos reportam que tanto a incidência como a severidade das quedas aumenta a partir dos 60 anos. Na população idosa, estima-se que aproximadamente 35% a 40% caiam anualmente. Em cada ano, aproximadamente 30% dos idosos independentes (nos países desenvolvidos) caiem pelo menos uma vez, enquanto que 10 a 20% caiem duas vezes ou mais (American Geratrics Society et al, 2001). Estudos revelam que depois dos 75 anos de idade essa percentagem aumenta ainda mais (Campbell et al, 1990; Rubenstein et al, 2002).


Foi também investigado que a taxa de mortalidade devido a quedas aumenta drasticamente com a idade, contribuindo para 70% das mortes acidentais em pessoas com mais de 75 anos (Fuller, 2000). Estudos que comparam idosos que sofreram ou não quedas revelam um elevado declínio funcional na realização de actividades da vida diária, actividades físicas e sociais (Kiel et al, 1991) e ainda um risco aumentado de serem subsequentemente institucionalizados nos idosos vítimas de uma queda (Tinetti et al, 1993).


Como é possível notar, as consequências de uma queda podem ser devastadoras nesta população. Segundo um estudo realizado por Coogler et al (1999, citado por Fuller, 2000), 25% dos idosos que sofre uma fractura do cólo do fémur morre nos seis meses posteriores ao episódio de queda e a taxa de mortalidade um ano após a fractura varia de 12% a 40%. A esperança média de vida diminui entre 10 a 15% nestas situações, ocorrendo também uma diminuição significativa da qualidade de vida; menos de 30% dos idosos que sofreram fracturas da extremidade próximal do fémur devido a uma queda, voltam a ter um nível de funcionalidade equivalente ao que tinham antes da fractura; mais de 50% dos idosos que sobrevivem ao episódio de fractura são institucionalizados e destes cerca de metade continuam institucionalizados ao fim de um ano (Dunn et al, 1992).


Sabe-se que as consequências das quedas não são apenas físicas, existem também factores psicológicos que podem influenciar ou determinar a incapacidade após uma queda. Por todos estes motivos, é fundamental que a comunidade (profissionais de saúde, familiares, cuidadores) esteja alertada para esta problemática, no sentido de desenvolver e implementar estratégias que minimizem no dia-a-dia os riscos de sofrer uma queda nesta população - mas o tema da prevenção terá de ter direito a outro artigo, para ser convenientemente desenvolvido.

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