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Fisioterapia nas Disfunções do Pavimento Pélvico

A fisioterapia na área de urogineproctologia, sendo um tratamento conservador, está indicada como a primeira opção terapêutica para a prevenção e tratamento das disfunções do pavimento pélvico .

As disfunções do pavimento pélvico englobam muitas condições clínicas na esfera da pélvis e períneo, que podem ocorrer quando os músculos do pavimento pélvico estão fracos ou tensos, ou quando existem problemas na articulação sacro-íliaca, coluna lombar, cóccix ou anca.


Principais Condições Clínicas 

  • Incontinência urinária,
  • bexiga hiperativa,
  • prolapso dos órgãos pélvicos,
  • recuperação pós-parto,
  • dor pélvica,
  • coccigodinia,
  • dor perineal,
  • disfunções sexuais,
  • incontinência gases ou fezes,
  • obstipação crónica,
  • enurese, entre muitos outros.

Principais Causas

As condições clínicas descritas anteriormente, podem ser uma consequência de:

  • gravidez ou parto, 
  • má postura devido a dor lombar crónica,
  • disfunção da articulação sacro-ilíaca,
  • trauma,
  • cirurgia,
  • ou mesmo aparecimento súbito.

Exercícios de Kegel

Hoje em dia é largamente aceite que as disfunções do pavimento pélvico resultam da falta de força dos músculos do pavimento pélvico.

Por esse motivo, falar de exercícios de Kegel para fortalecimento desta musculatura é muito comum nas mais variadas áreas da saúde e bem-estar como a medicina, exercício físico, pilates, enfermagem, fisioterapia, entre muitas outras.

Estes exercícios, descritos pela primeira vez por Arnold Kegel em 1948, consistiam num método de fortalecimento dos músculos do pavimento pélvico, caracterizado por "apertar" a musculatura. Desde essa altura que o foco do tratamento destas disfunções tem sido apenas o fortalecimento da musculatura do pavimento pélvico.

No entanto, o fortalecimento muscular por si só não pode ser indicado em todas as situações clínicas.


Fisioterapia Pelviperineal

Tal como nos músculos de qualquer outra parte do corpo, o pavimento pélvico pode estar em tensão o que provoca uma alteração do equilíbrio muscular. Logo, apenas fortalecer esta musculatura pode contribuir para um agravamento desse desequilíbrio pois a força muscular não irá aumentar devido à tensão muscular existente.

É, por isso, importante avaliar e diferenciar cada situação já que as técnicas de tratamentos também são diferentes.

A fisioterapia pelviperineal proporciona a reeducação perineal e abdominal, em conjunto com uma reeducação da estática lombo-pélvica. É um trabalho que engloba um aumento da percepção e consciencialização corporal, através do ensino (abordagem comportamental, treino de bexiga, diário miccional ou defecatório) e de um trabalho proprioceptivo, sendo necessário em algumas situações específicas tratar cicatrizes, zonas dolorosas ou pontos dolorosos do pavimento pélvico, por exemplo.

A palpação manual é fundamental tanto na avaliação como no tratamento de qualquer disfunção do pavimento pélvico uma vez que permite:

  • identificar as zonas de tensão
  • promover a sua libertação muscular
  • ensino dos padrões corretos de ativação muscular

Adicionalmente, a utilização das imagens em tempo real obtidas através da ecografia funcional (biofeedback ecográfico) permitem confirmar os padrões de libertação e ativação musculares.

Quando indicado, o tratamento pode incluir:

  • terapia manual externa e interna para mobilização dos tecidos moles
  • incluíndo libertação miofascial
  • libertação de trigger points (pontos gatilho)
  • manipulação visceral
  • massagem profunda dos tecidos
  • técnicas de relaxamento
  • biofeedback
  • estimulação elétrica
  • neuroestimulação elétrica transcutânea

Estes tratamentos são eficazes, com bons resultados e com o mínimo risco para os pacientes.

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