Fisiolar

Fisiolar_escolha-consumidor-24

Prótese Total do Joelho e a Intervenção do Fisioterapeuta

Quarta-feira, 19 Julho, 2017

A gonartrose é uma doença degenerativa comum, em que a articulação do joelho sofre um desgaste provocando assim um quadro de dor, deformidade, rigidez articular e perda funcional. A artroplastia/prótese total de joelho é um tratamento eficaz para os casos mais avançados desta patologia, quando o tratamento conservador por si só não resultou. A técnica consiste na substituição dos componentes danificados do joelho por uma prótese. A intervenção do fisioterapeuta, quer no pré como no pós-operatório, é fundamental para o sucesso desta intervenção.

Intervenção pré-operatória

No período pré-operatório pretende-se diminuir a ansiedade do utente e incentivar a sua participação ativa em todo o processo, explicando as várias fases da recuperação e as suas limitações/restrições, identificar fatores sócio-familiares e ambientais que possam influenciar negativamente a recuperação pós-cirúrgica e em conjunto com o utente, a família e os serviços sociais, tentar minimiza-los; ensino da marcha com auxiliares, promover o fortalecimento muscular e a reeducação do aparelho extensor.

Intervenção pós-operatória

No período pós-operatório imediato (até às 72h) os objetivos passam pela prevenção de complicações tromboembólicas, controlo do edema e da dor, através da crioterapia (gelo), compressão e elevação; mobilização ativa assistida e passiva (artromotor) do membro operado e do outro, respeitando os limites de dor, para preservação das amplitudes de movimento e da força muscular. Esta mobilização estimula a regeneração das estruturas periarticulares (tendões, ligamentos), reduzindo a rigidez e favorecendo a lubrificação. O levante deve ser realizado com meia de contenção.

Intervenção no domicílio

Com a alta hospitalar, após a prótese total do joelho, o tratamento prossegue em casa com a intervenção do fisioterapeuta. Os objetivos de promoção da analgesia e redução do edema, aumento da mobilidade e força muscular, treino de equilíbrio, propriocepção e de transferências, acrescentado de exercícios para a realização de atividades de vida diária (AVD) como treino de marcha, com aumento progressivo da carga, subir e descer escadas mantêm-se. A mobilização da cicatriz é outro ponto fundamental do tratamento, de modo a evitar que a mesma limite a mobilidade da articulação.

A longo prazo deve-se aumentar o grau de dificuldade do tratamento, pretendendo-se que o paciente retorne às atividades funcionais, realizando movimentos sem dor, com uma marcha normal, independente e prolongada.
Alexandra Lopes

Alexandra Lopes

Fisioterapeuta da Fisiolar, licenciada em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde de Setúbal em 2004, Mestre na especialidade de Ciências da Fisioterapia pela Faculdade de Motricidade Humana em 2009 e Master em Técnicas Osteopáticas do Aparelho Locomotor pela Escuela de Osteopatia de Madrid em 2010.

Porquê deslocar-se, se vamos ter consigo?

Uma experiência verdadeiramente conveniente e diferenciadora.
Scroll to Top